Implantes

Perdi um dente: quais são as opções e como escolher

Dra. Cláudia Assis Por Dra. Cláudia Assis, CROSP 52844 Publicado em 28/09/2026 Atualizado em 28/09/2026 Leitura de 5 minutos
Casal idoso sorrindo ao ar livre, ilustrando reabilitação com implante
Imagem ilustrativa, banco de imagens. Arte: Casatrevo Odontologia, Jaguaré, São Paulo.

Quem perde um dente tem três caminhos principais: o implante, que substitui a raiz e recebe uma coroa; a ponte fixa, que se apoia nos dentes vizinhos; e a prótese removível, que o paciente tira para higienizar. O implante é o único que estimula o osso no lugar da raiz perdida, o que ajuda a evitar a reabsorção óssea com o tempo. A escolha depende da quantidade de osso, da saúde da gengiva, dos dentes vizinhos e da saúde geral, e só fica definida depois de exame clínico e imagem.

O que acontece quando o espaço fica vazio

A raiz do dente estimula o osso todos os dias durante a mastigação. Sem esse estímulo, o osso da região tende a diminuir. Além disso, os dentes vizinhos se inclinam para o espaço e o dente antagonista, o de cima ou de baixo, pode se mover em direção ao vazio.

Com o tempo, o problema de um dente vira um problema de três: mastigação desequilibrada, higiene mais difícil e alteração na mordida.

As três opções, lado a lado

OpçãoComo funcionaPontos a considerar
ImplantePino de titânio substitui a raiz e recebe uma coroaNão desgasta os dentes vizinhos e mantém o estímulo ao osso. Exige cirurgia e tempo de integração
Ponte fixaCoroas unidas apoiadas nos dentes ao ladoResolve mais rápido, mas exige desgastar dentes vizinhos saudáveis
Prótese removívelPeça que o paciente retira para higienizarMenos invasiva, porém com menor estabilidade na mastigação

Como a indicação é definida

  • Quantidade e qualidade do osso, avaliadas em tomografia quando necessário.
  • Saúde da gengiva. Doença periodontal ativa precisa ser tratada antes.
  • Condição dos dentes vizinhos. Se já têm restaurações grandes, a conta muda.
  • Saúde geral e hábitos, como diabetes descompensada e tabagismo, que interferem na cicatrização.
  • Mordida e hábitos parafuncionais, como apertar ou ranger os dentes.

Quando falta osso

Falta de osso não elimina o implante da conversa. Existem procedimentos de enxerto e alternativas de planejamento que podem viabilizar o tratamento. O que define é a avaliação com imagem, não o relato de um caso parecido.

E quando faltam vários dentes?

Aí entram as reabilitações maiores, como a prótese fixa sobre implantes, conhecida como protocolo, e as próteses parciais. O raciocínio é o mesmo: primeiro a saúde da gengiva e do osso, depois a função da mastigação, e por último a estética.

O primeiro passo

Uma avaliação com exame clínico e imagem responde três perguntas: o que é possível, o que é recomendado no seu caso e em que ordem fazer. Isso evita começar pelo lugar errado.

Quer avaliar o seu caso com a nossa equipe?

Atendimento particular, no Jaguaré, São Paulo. A avaliação é o primeiro passo para saber o que é indicado para você.

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Perguntas frequentes

Implante dói?

O procedimento é feito com anestesia local e, quando indicado, com sedação consciente. No pós-operatório costuma haver desconforto e inchaço por alguns dias, controlados com a medicação prescrita.

Quanto tempo leva para colocar a coroa?

Depende do caso. Há situações de carga imediata e outras em que se aguarda a integração do implante ao osso por alguns meses. A avaliação define.

Implante dura para sempre?

Não existe garantia. A durabilidade depende de higiene, controle periodontal, hábitos como o fumo e visitas de manutenção.

Posso ficar sem repor o dente perdido?

Pode, mas com consequências: perda óssea na região, movimentação dos dentes vizinhos e desequilíbrio na mastigação.

Dra. Cláudia Assis
Dra. Cláudia Assis · CROSP 52844Cirurgiã-dentista há mais de 30 anos, fundadora da Casatrevo Odontologia, no Jaguaré (São Paulo). Atua em implantes, prótese e reabilitação oral, e é mentora de dentistas e gestores de clínica.
Fontes consultadas: Organização Mundial da Saúde, Oral health · Conselho Federal de Odontologia

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com o cirurgião-dentista. Cada caso exige avaliação individual.

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